No embaçado do dia seguinte, você não sabe se tem dor-de-cabeça, se vomita, se engole água tônica para dar vida para a vida que você deixou esquecida na porra da mesa (ou no banco, não sei). Aquela vibração que ficou descontrolada e saiu rodando e dançando e cantando alto demais e acabou te deixando tão tonto que nada faz parar de girar, de rodar, de cantar e, no fim, você chora no banco da rua e não sabe se é choro de vida, de morte ou de música, ou de amor, de carinho, de falta. Pode ser só água demais no corpo. Choro de gin. Dá pra sentir o cheiro.
Pra melhorar, vem a ladainha de quem já entrou em coma. Entra por um lado, sai pelo outro e, por um momento, você mistura o bafo de cerveja com consideração e deixa de desejar que morra (o autor da ladainha, não você mesmo).
Eu não lembro porra nenhuma que eu cantei, mas sei que eu cantei e não foi da minha voz, foi d'alma. Rodei e tropecei e chorei a noite toda, acordei hoje e não sabia o que era certo e o que era errado. F***-se o clichê (asteriscos em respeito às freiras).
Eu não lembro porra nenhuma que eu cantei, mas sei que eu cantei e não foi da minha voz, foi d'alma. Rodei e tropecei e chorei a noite toda, acordei hoje e não sabia o que era certo e o que era errado. F***-se o clichê (asteriscos em respeito às freiras).

Ela, sempre ela.

