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24.11.10

Eu Não Fui Ao Paul.

Fui ao Palmer, serve?

Paul Bielatowicz - Carl Palmer - Simon Fitzpatrick
Não foi em um lugar imenso, não havia telões, nem uma multidão fervorosa. Foi num lugar que tinha Art Popular uma hora depois desse show: 
Carioca Club apresenta: Carl Palmer Band - 19h (mentira, foi às 20h)/ Art Popular e Convidados -23h
Também só havia luzinha básica e um painel de bolas vermelhas ao fundo, que nem piscava. Se eu disser que havia 100 pessoas para vê-los, estarei sendo otimista. De qualquer forma, quem estava lá estava delirando , bem como os que foram ao show do Paul porque gostam dele.

O que Paul tem a ver com Palmer?

Pra quem não conhece, ele era o baterista de um supergrupo de rock progressivo dos anos 70, Emerson Lake & Palmer (e de outras bandas também, anterior e posteriormente):
Emerson, Lake & Palmer
Depois de vais e voltas e idas e vindas e muitas coisas, cada um cuidou do seu barraco. Reuniram-se este ano para comemorar 40 anos de banda, para um único show e nunca mais. Keith Emerson segue seus shows solo ou com fulanos (fulanos legais). Carl Palmer segue com a Carl Palmer Band, que poderia ter outro nome se não fosse o nome dele o chamariz. E o Greg Lake, apesar de estar parado, já fez turnê por um bom período com o Ringo Starr! Siiiim, o ex-Beatle! Tudo bem... isso nem tem tanto a ver com o Paul assim.

Eu pulei, eu gritei, eu quis chorar, eu ri pra caramba, eu cantei. Aposto que todos os fãs de Paul também fizeram isso! Por quase 2h eu senti como se eu não tivesse mais nada pra pensar na vida, tomei Pepsi e não achei ruim porque a Coca é melhor e eu vi toda a minha vida musical passando ali no palco.  Aposto que os fãs de Paul também tiveram essas sensações (com uma hora a mais). Talvez, não a da Coca, porque tem gente que prefere Pepsi.



 PS_ Não estou falando que Palmer é melhor que Paul. Não estou falando que Paul não presta, nem falando que eu não iria ao show dele se tivesse grana.  

15.9.10

Retalhos Também.

Minha monamiga Luna foi incumbida de uma missão, ao meu ouvir, suculenta, e repassou-a para mim: formar uma lista com 50 e tantas músicas e canções e sons e melodias que marcaram minha vida.

Não uso este espaço para falar de mim e da vida, mas, tratando-se de música, aprecio trocas. Sou uma pessoa muito chata pra música e pra mais um monte de coisas, e talvez seja por isso - e pela minha cara de quenga nerd - que há gente acha que eu gosto de música de gente fina. Eu não sou fina. O que acontece entre mim e a música é o método arrepiou. Levantou os pelinhos do meu braço, querido, é música pra mim. Mesmo assim, diferentemente de minha monamiga, não sou chamada de eclética. Há quem pense que eu só escuto Emerson, Lake & Palmer e todos os amigos do rock progressivo tododiatodahoraotempotodosemparar, e não é bem assim que o trem anda. Quem crê nisso sente-se mais confortável ainda neste pensamento quando descobre que meu TCC da faculdade foi sobre uma música da uma banda de prog "Ai, menina metida..." e quando veem minha cara de paca. Chega ao ponto de soar um crime quando falo para essas pessoas, por exemplo, que eu gosto da voz do Roland Orzabal, dos Tears for Fears. 

"Iasmiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiin, que decepção!"

F***-se

Minha história musical começou quando eu comecei a ouvir rock progressivo, é certo,  mas se hoje em dia eu gosto de samba de roda e blues ao mesmo tempo, é porque eu comecei com rock progressivo. Cada um começa por onde tem que começar, e eu descobri em mim que o sentimento de todos os sons é um só, seja feito por piano, por viola, por orquestra ou atabaques. 
Vou tentar não explicar minhas escolhas. Sintam-se à vontade para dar opiniões, críticas, reclamações e gostosuras:

  1. Trilogy - Emerson, Lake & Palmer
  2. The Endless Enigma (part 1 - Fugue - part 2) - Emerson, Lake & Palmer
  3. Tarkus - Emerson, Lake & Palmer
  4. Heroes - David Bowie
  5. Moonage Daydream - David Bowie
  6. Lady Grinning Soul - David Bowie
  7. In The Court of the Crimson King - King Crimson
  8. 21st Century Schizoid Man - King Crimson
  9. I Could've Had Religion - Rory Gallagher
  10. Tattoo'd Lady - Rory Gallagher
  11. I'm Not Awake Yet - Rory Gallagher
  12. Head Over Heels - Tears for Fears
  13. Wow - Kate Bush
  14. Moving - Kate Bush
  15. Don't You Forget About Me - Simple Minds
  16. Blue Mood - Johnny Winter
  17. Soon - Yes
  18. Perpetual Change - Yes
  19. Limelight - Rush
  20. Te Amo Podes Crer - Arnaldo Baptista
  21. Tacape - Arnaldo Baptista
  22. 2001 - Os Mutantes
  23. Ave Lúcifer - Os Mutantes
  24. Songs From The Woods - Jethro Tull
  25. Caxinguelê das Crianças - Clementina de Jesus
  26. A Máquina Voadora - Ronnie Von
  27. Ponto de Ogum Yara - Sabe-se-lá-quem-foi-que-cantou-pela-primeira-vez
  28. O Tempo Não Para - Cazuza
  29. Carta al Che - Inti Illimani
  30. La Guarapachanga - Félix Chapotin y Miguelito Cuní
  31. You Got To Walk That Lonesome Valley - Mississippi John Hurt
  32. Immigrant Song - Led Zeppelin
  33. Ramble On - Led Zepellin
  34. Ao Poeta - Novos Baianos
  35. Good Day - Nektar
  36. Hunting High and Low - A-ha
  37. Take on Me - A-ha
  38. Look at Little Sister - Stevie Ray Vaughan
  39. Love Struck Baby - Stevie Ray Vaughan
  40. Lugar do Caralho - Raul Seixas
  41. On The Rocks - Vímana
  42. Spoonful Blues - Charley Patton
  43. Perguntas - Vímana
  44. Partido Alto - Clementina de Jesus e Clara Nunes
  45. Dance On a Volcano - Genesis
  46. Dancing With The Moonlit Knight/Aisle of Plenty - Genesis
  47. He-Man - Trem da Alegria
  48. It's all too much - Beatles
  49. Time to Pretend - MGMT
  50. Mind Games - John Lennon
  51. Summer '68 - Pink Floyd
  52. Nem 5 Minutos Guardados - Titãs
  53. Dívidas - Titãs
  54. Ya Yo Gakk - Steve Vai
  55. Dream On - Aerosmith
  56. Rolling and Tumbling - De qualquer um que tenha gravado esta música
  57. Still Got The Blues - Gary Moore
  58. Pictures at an Exhibition - Mussorgsky
  59. Jazzin' About Suite - Pamela Wedgwood
  60. Faschingsschwank aus Wien Op.26 - 4. Intermezzo - Schumann

Tá, eu fiz uma lista de 60 músicas, e não termina, mon Dieu! Pelo menos, conti meu lado prolixo e não justifiquei nada (caso queiram explicação, perguntem)!

Testem!

Se eu quero “a vida enquanto arte”, corro o risco de cair no estetismo , porque tenho o ar de pretender impor alguma coisa, uma certa idéia da vida. Parece-me que a música – ao menos tal como a encaro – não impõe nada. Ela pode ter como efeito mudar nossa maneira de ver, fazer-nos olhar como sendo arte tudo o que nos cerca. Mas isso não é um fim. Os sons não têm fim! Eles são, simplesmente. Eles vivem. A música é esta vida dos sons, esta participação dos sons na vida, que pode tornar-se – mas não voluntariamente – uma participação da vida nos sons. Nela mesma, a música não nos obrigada a nada. (CAGE apud MORAES, 1983, p.183)




1.2.10

No Meio da Rua.

Hoje me telefonaram e pediram pra eu dar uma passada lá na Rua Augusta. Vendaram meus olhos e me largaram no meio da rua! Disseram que só iriam me tirar de lá se eu desse um depoimento.
Como não sou tonta, eu falei o que eu sabia e fui embora. Porém, estou condenada a falar alguma coisa toda segunda, senão, da próxima vez, eles me deixam vendada e pelada no meio da Augusta.

Clique aqui e ajude uma pobre cabeça mole.

2.12.09

Watererrefagueidjuain, rã?