Pensando e percebendo... bluseiro não curte fígado (clichê).
Um dia, eu, num sebo (sem nada para fazer e quatro reais no bolso... trágico), achei uns livrinhos tchans numas daquelas prateleiras cheirando a calcinha de véia. Lá, havia um chamado Poema Bêbado, de um Zé ruela chamado Milton blablablá (me esqueci) e tive a feliz ideia de comprá-lo. Um realzinho e tal, barato, etc...
O cara dividiu o livro em poemas chamados de doses. Legaizinhos até, há 33 deles chamados assim. Lá mais pro fim, ele fez dois poemas bem mais legais que os outros: e um chamado Dose Especial aquela que nem se lembra que entrou - nem se já saiu e não se viu) e um último, chamado Tributo ao Fígado.
Este ben-maldito poema lembrou-me que o Rory Gallagher não existe mais por conta do fígado, e tantos outros também não existem mais por conta dele (e também por umas fumacinhas extras e etceteras que não nos diz respeito).
Aí, me deu uma puLta vontade (o L é pra dar profundidade ao palavrão) de compartilhar um trechinho deste poema, que nos remete, também, à música:
"ele é o ritmo
eu sou a melodia
sem ele bem
não existe harmonia"Tchau, Rory!